quinta-feira, 28 de maio de 2015

o corpo pesa de exageros adoece por inteiro e morre aos poucos
mais do que o habitual.

quando a gente acorda assim, chupar uma laranja como quem quer melhorar com vitamina c
não adianta. só a esperança que cresce e depois desaparece quando acaba a laranja e tudo continua.
deitar não é a mesma coisa. a gente sente o corpo derramar, se misturar de suor e lençol na madeira da cama que é larga. cabe toda bagunça do guarda-roupas e mais essa.
a bagunça do corpo.

tinha dias que eu sentia. vinha uma coisa na garganta, uma coisa do nariz, escorre, eu puxo, escorre eu solto. era coriza das fortes, num dia que não era de verão mas parecia tanto que eu me escondia na sombra e olhava de longe escorrendo coriza o sol forte. 
era febre, calor, suor, coriza, sombra e observação.


esperava algo acontecer
melhorar 
ou morrer. 
chupava outra laranja.