segunda-feira, 8 de junho de 2015

um dia l e n t  o desse outono . . .  
era o quinto baseado, a língua dormente. a língua queria outra coisa, o corpo queria outra dormência, mas por hora aquilo me bastava. outro dois, mais um gole. olhando tua cara de maluca me perturbando enquanto eu perdia meu tempo, meu sono, minha sanidade. tudo valia a pena nessa vida. se não você, eu mesma e minhas plantas. egoismo. cinismo. eu dizia que não te amava e você fazia carinho nos meus cabelos. me dava raiva de você seguidodetesão. 
mas nesse dia eu tava tranquila, tava zen. tudo fluiu num dia de outono em que se acorda cedo aqui em casa. a gente percebe o tempo que passa. o tempo que engole a gente parecia lento 
no m a l i c i o s o  m a  s    t      i      g         a       r            .
e tinha vento,
batia um vento na nossa cara, que fumava junto, o baseado que era comido por mim, por você, pelo vento e pelo tempo. 






conversávamos sobre os textos nas paredes. escre\víamos quando a gente se encontrava, que eram três dias por mês, as vezes quatro, falávamos dos vícios de linguagem, a escrita rápida, vadia. acentuávamos|pontuávamos quando queríamos, quando tínhamos esse tempo... ... ... ... ....... .......... dedicar alguns segundos a mais faz parte dessa lentidão. 
lembrei também que escrevíamos sempre. 
uma vez que não, você ficou puta da vida com alguns cactus morrendo; detestava não ter percebido os cactus e eu não sabia o que sentir. chorou mais por minhas plantas do que eu. era loucura.
o melhor é que a gente acaba sempre rindo dessas coisas. mistura a chapação, o tesão e tudo acontece e tudo é māyā... mas não esse dia. esse o tempo ainda não digeriu... ta fresco na memória.