terça-feira, 15 de dezembro de 2020

 faz tanto tempo que não venho aqui. que a gente não se vê. não se lê...
andei pensando em como suportei esse ano velho... em como suportei você y esse ano juntinhos, deslocando meu corpo num vai e vem de mar... esse ano refleti entre tantas possibilidades a de ir embora daqui. não desse espaço, desse blog... aqui vou ficar pra sempre y você pode me encontrar desede que não perca meu linkendereço. não me perca de vista. esse ano me senti sozinha. tive algumas amigas. fernanda nunca foi tão importante... bella sumiu... tá cuidando da vida dela... 2020 é um lugar onde os sonhos transbordaram as possibilidades. os caminhos abriram y senti muito forte a presença de meus pés em passos firmes por trilhas ainda não passadas. disso tudo tiro que escrever tava me fazendo falta. 

a casa aqui fica mais fechada que aberta. quando a gente se junta parece que se perde um pouco no acontecer do outro. na fala do outro. nos fios de cabelo.  fiquei cansada de varrer o chão. varrer a casa parece em vão, vãos de poeira deslocadas num vai e vem de mar.  a grande causa não é você. nem eu, óbvio.... você voltou aqui por nós. pra que a gente não se morra nesse mar de letrar tortas vindas de uma mão higienizada no alcool gel. não me leve a mal. a casa aqui fica mais fechada que aberta, se eu me disfizer, é fácil reunir as pecinhas. é fácil reúnir os caquinhos... colar já são outros quinhentos e vinte um aninhos.

quase 2021. não visitei débora esse ano. amplifico minhas saudades dos meus amigos naqueles que deixei de ver esse ano. por conta de pandemia ou mesmo falta de akuer. pois depois de 4 meses pandemia é pra quem quer. teve quem foi pra rua, baile, cabaré. eu mesma... tomando todos os cuydados que se tem que ter, achei que estava quase louca outra vez, e isso é coisa passageira. o ano, o eclipse, a chuva de meteoros, nós dois, e as frutas que colhemos ontem. tudo passa. Agora que o próximo ano quase chega, inspirando caminhos outros na destreza, a gente se joga num movimento de certeza de que a maré continua cheia y secando quando lhe convem. 

Agora já chega, contei tudo que queria desabafar. Tô melhor... Feliz final de ano.

segunda-feira, 29 de julho de 2019


Palavras ditas agora e ocultas na manhã seguinte

mórbidos

Significado de Mórbidos

Mórbidos é o plural de mórbido. O mesmo que: débeis, doentios, enfermiços, entorpecidos, frouxos, insalubres, tristes.

Significado de mórbido

Relativo à doença; que demonstra quaisquer tipos de enfermidades: condição mórbida; estado de saúde mórbido.

Que se apresenta de modo triste: pessoa mórbida; livro mórbido.

[Medicina] Que é prejudicial à saúde; que provoca doenças

Vamos hablar das nossas fugas ou o que os olhos não vêem n sera sentido?

Daqui eu sinto. N me traga essa palavra. Não me encoste a menos que lhe traga notícia de toque. Afeto. Longe da sua pequena casada visão de sexo. Eu não voy. Eu n vai. Sou mórbida. Eu não caso. Desça um pouco do salto. Observe o turbante ruindo.

A poeira de palavras tortas ao meio dia quando se acorda, corta como se nada tivesse acontecido.

seu pesadelo não sera sua realidade.
Seu pesadelo não será minha realidade...

segunda-feira, 1 de abril de 2019


palavras ininterruptas sobre o movimento provocado pelo teu olhar de encontro ao meu... rasgo o véu, o tecido vermelho pele vermelha da cor dos olhos depois de um dois de nós dois realizando raios solares, garantindo sorrisos ocupando nossos jardins. dentro de um mês eu descobri que te amei no instante em que te vi e para além do romance cabível transbordo o corpo de afeto derramada por suas pernas, pés, por perto. te quero por todos os próximos dias de outono, invernos, verões que sim e que so desisto quando voce cansar, e ainda assim, nos dias nublados entre um café e um baseado, você estará em mim... da forma mais doce, mais leve, mais plena...  tu me inspira amor por todos os ângulos e eu não sei/não quero resistir...

domingo, 21 de outubro de 2018

todos os dias não amanheço a mesma. sinto saudades, frio cheiro de café passando dia abrindo conforme meu olho seguindo a claridade numa tentativa de organizar o fluxo. tu vira e mexe aparece na mente dizendo lentamente qualquer letra de Cassia, como quem quer me puxar pra cantar. eu não canto. essa imagem é romance e disso estamos distantes. disse que não tempo temos. que não temos tempo e disse tudo o contrário outra vez. disse que o tempo não ta prioricio pra amar. fazer amor se jogar num caos energético que alivia daquela forma que a gente agora não esquece. você daí dizendo que não, sabe que eu o vejo pela tela do celular e desejo teletransportar. paro, respiro. Largo o celular de lado e volto a te apagar. em vão livre pra vc voltar... chega desse texto sem Pe bem cabeça. Nao foi o melhor retorno por aqui. Não sem vc.

terça-feira, 17 de abril de 2018

é uma dobra, uma cobra coral,
espinha dorsal desses quinhentos,
pegando fogo, pele ao vento, refletindo o que é ser o que sou hoje. consciente dessas dores e delicias, percorrendo o tempo que dá pra ir e voltar todos os dias, no olho do dragão metrô, invadido de corpos quentes que gritam milhares de palavras e elas não são tupí.

é bem por aí, na foz do rio que protege a cobra, ela amamenta lembrança que dança a cada luar prata deitado no mar. por aqui, em cada página, tem uma impressão digital rubra e não é urukum.

é uma terra valiosa, agora latifundio, cadê geral?
invadidos mais que o metrô, foram todos saqueados,
desmembrados, codificados numa estatistica precária que não da conta de todas as cores daquele cocar.
vejo de longe uma mão branca, cheiro de carne crua,
tenho saudade da mata, não tem mais nada alí.

é mesmo um circuito agrário, facção estado
facão ao punho muito bem amolado,
pra unir ao grito, do sagrado desconhecido
fatalmente urge, a mãe terra nutre
os que seguem vivos

seguem

domingo, 28 de janeiro de 2018

tu sabe que eu sumo,
mas eu volto.

sábado, 27 de janeiro de 2018

entardecer com cheiro de chuva
parecia coisa do sangue latino
essa persistencia quase natural
nossos corpos métodos vulgares
no contorno do teu cílio postiço
realçava minha vontade
de fotografar nossos dias

a chuva cai sem culpa

sábado, 6 de janeiro de 2018

a ressaca do mar era meu corpo fluindo pela madrugada

ressaca atlântica, transitória, abissal



feliz 18.

sábado, 2 de dezembro de 2017




de repente um arrepio, fio de frio no Rio e conotações de chuva. curva da coluna indo ao chão, composição kemetica pra equilibrar o sentido desse corpo. eu tava meio perdida, na rua sem saída da tua vila... cheguei como quem brilha, de suor de tesão muita magia... e todas essas palavras sem vírgulas e reticencias não adiantavam nada. não via lugar de fala. tombava, tombava, tombava. caia no esquecimento, o faketruque lembrava. coisa vaga, passeio que acabava no copinho de cachaça, na elza frequente, garotada eloquente essa gente... eu gostava. mas todos os dias quando voltava, me via planta na luz solar ganhando vida, calor e energia pra crescer, livrar-me do olhar mesquinho; me via trocando as folhas, florescendo cores nunca antes sentidas... lua nova é passo novo, eu guardei essa conversa, em que tudo era sobre a gente e os astros alí em cima. guardei que quando tivesse perdida, podia ser um deles retrogrado, meu céu astral, que não conheço, nem mesmo mainha... céu foi invenção. astral não, ou fomos?
 esse ano dei muitas voltas, nas mesmas cidades que sempre habitei e nas que poderia vir a habitar. dei muitas voltas dentro de mim, nos sonhos que tive e anotei, nos planos que recebi e enviei... daqui eu não sei do close. desbotava o colapso. fuder é maya. toque é melhor. andava por dentro e por fora com a lingua desconstruida, por onde falava e por onde lambia. alegria era ser planta na chuva, alongada e suada na tropicalidade do dia a dia, investigava nada, só recebia e transmutava. vi de longe, coisa de timeline, troca de pensamento padrão, de caixa, auto estima delirante a venda, no gomo, no musculo, no pau, na bunda. caminho a gente compartilha, especialmente quando é trilha e a mata oferece conversa explicita com quem adentra sua energia. mas hoje não é dia de andar.
 caminhar é preciso e saber parar é sábio, ainda mais quando chove gostoso num corpo que precisa de água. esse foi ano flecha. atingiu e passou rápido, nem todo mundo viu, nem todo mundo sentiu, nem todo mundo foi.

mesmo depois da chuva, ainda guardo o cheio do teu corpo

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Outubro ascende com a lua crescente vontades a fluir e correr. Outro tempo de despertar e seguir.
Vou deixar de lado isso aqui,
Vou voltar depois de um tempo
quando tiver o que dizer.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ciranhava todo dia, uma agonia se chovesse, mesmo molhada ciranhava

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

era o outro lado da Guanabara
o outro lado do Atlântico
cuja água me transpassava
ressacas piratas e garrafas com cartas
de todas as memórias de quem navegou ou não

água corta
também

domingo, 13 de agosto de 2017

correr com os lobos

domingo, 6 de agosto de 2017

Discutiram na leopoldina,
atravessaram a ponte em silêncio,
apertaram um baseado

fumaram na praia mais proxima
palavra alterada de cunho nobre fluiu,
livraram-se de toda culpa
beijo grego

leram mensagens de paz e amor
Pixinguinha e Noel Rosa
no metrô pra Pavuna
na volta, cheias de calor
e tesão

segunda-feira, 3 de julho de 2017

sussurrar desvios na mata molhada
refazer trilhas na mata escura
ouvir a conversa dos deuses
se admirar no pulsar do relâmpago
abrindo caminhos

quinta-feira, 29 de junho de 2017

casar?
não quero casamento namoro amor. esse ocidentalizado não flui. é fingimento pra carência dos dias contemporâneos.

sábado, 17 de junho de 2017

permanecia sem deixar os rastros
feito a árvore genealógica

quinta-feira, 15 de junho de 2017


anturios despertando

meu corpo em flor
                  teus dedos andarilhos
em minha pele terra

cu escancarado
tua língua inteira intrusa vagueia
pau
líquido
morno
sussuro

ahhh
caralho
             como esse nem é raro
mas deixe
mais um pouco
                           dentro

terça-feira, 13 de junho de 2017

te escrevo agora catarses que pretendo expor ao mundo por meio de palavras que aprendi ao longo desses vinte e três anos. não precisa forçar a memória tentando recordar o que passou nesse período. o exercício de ler-me deve contemplar sua reflexividade aguçada para o presente-futuro dos teus próximos segundos.
primeiro, um gole de cachaça pra mim e uma dose de café pra ti. sério. se preferir o gole de cachaça, na moral fique a vontade. só não continue de boca seca fitando o olhar nessa escrita.
bom, a essa altura, dispensando apresentações, quero te dizer que gosto muito que venha aqui, reserve um pouquinho do seu tempo pra ler uma bicha não branca, não acadêmica e muito menos elitizada. sério mesmo... isso é de grande importancia. logo, sirva-se com mais um gole ou dose do que preferir e acredita que aprecio seu intusiasmo. eu costumava acreditar no meu... escrevi ao longo desses últimos cinco anos muita coisa relacionada ao amor. ao afeto e por últimos as ligeiras paixões que me fisgaram. troquei alguns nomes porque as vezes valia a pena. troquei de cidade e de vivência e aí comecei a escrever sobre isso. agora estática numa zona de conforto, escrevo o que reflito nesse sentido de coisas estáveis. a lua em sagitário me animou e recuperei um bocado das coisas que escaparam das minhas mãos tempos atrás. francamente, sei que esperava algo deliciosamente interessante. mas conforme fui tomando as doses de cachaça deixei a inspiração passar, deixei tudinho pra lá e agora peço que esqueça.  volta depois, na moral.
as vezes poemas saem.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Manejo de água numa bacia de alumínio pra refletir a luz lunar e ler sua imagem.

quarta-feira, 7 de junho de 2017


parei esses dias pra rever fotos dos ultimos anos e essa coisa toda me trouxe a memoria as irmãs que a vida me deu. todas ensolaradas, no fluxo de seus caminhos, distantes da normatividade imposta todo dia... graças a gaia! evoé!
(todos os dias ela engolia o sol por volta das seis da tarde, devolvendo ao mundo por volta das seis da manhã num bocejo de garota... brilhava na madrugada, eclipse andarilho pelas ruas e matas)
por falar nisso, a última lua cheia desse outono ta crescendo, o solstício se aproxima, gratidão por tantos encontros; esses tecem a vida!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

uma hora dessas em 94, eu tava era dando trabalho pra Mainha...
But, eu cresci agora sou mulier'
tenho que encarar com muita fé.
segue o baile.

na encruzilhada dos afetos
que tece a rede das trocas
caminhos múltiplos
revisitam no corpo espaço
anti colonização do pensamento
axé vibra
cantigas explícitas
cura pessoal e coletiva
existo no vaso de barro
em que plantei na lua nova
na força das folhas colhidas
não há nada tão futurista
até agora

terça-feira, 16 de maio de 2017

visita,
paisagem fixa no corpo quente, 
em pelo, flor da pele, do pau, incêndio. 
um beijo de boas vindas e outros de volte sempre.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Perto dos 23, frio na barriga e banho de Arruda.
#infierno astral feelings

domingo, 7 de maio de 2017

fui dormir
no outro dia era segunda
daqui a pouco um sol nascia
soava o batuque crescente, 
axé numa coreografia de caça,
 guardada entre as ervas e a fumaça, 
cachimbo da mata aberta, 
andança em mata fechada

sexta-feira, 5 de maio de 2017

te confesso a minha vontade de sumir. me pondo no teu lugar ela aumenta mais ainda. francamente queria poder resolver suas preces, shiva talvez pudesse, mas tudo é muito pessoal...

fugir foi minha opção desde sempre, fugir do nada, pro além que desconheço e nem eu mesmo me encontraria. mala básica. conquistaria algo a mais se fosse o caso. viver num barril tipo Diógenes, cínico tanto quanto. me parece que só assim, recusando a civilidade estocada no armário valeria a pena. agora já não vale nada. me preocupo contigo e meus fios caem, minha água contida. te quero por perto e viva.

Att.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

terça-feira, 2 de maio de 2017

fernando, desculpe

segunda-feira, 1 de maio de 2017

nessa cena eu corro. nessa que é deja vu do reflexo no teu espelho, transparece na carne crua um suave tom de vermelho, aqueles que sangram memória canibal. nessa hora eu sofro, compreender ancestralidade fictícia, pautar a relação do interesse num contexto das vivências que valem a pena. valem? essa medida eu já pesei. cada dia me surpreendo mais com o tal reflexo do teu espelho e nessa cena eu corro. nojo.
é que eu costumo gostar da noite, mesmo com promessas de um perigo constante, vá! se adiante. a cidade de madrugada passa batida, o que não passa é isso. a cara que cê faz enquanto lê. a cara naquela foto e a que cê faz vendo TV, bombas e ônibus pegando fogo; diz muito sobre você... nessa cena, eu corro.

(Devaneios de uma noite dessas...)

sexta-feira, 21 de abril de 2017

sinto cheiro de folha
fresca seca em processo queimando

toda fuga exige o minimo de planos. quando, pra onde, como,

não são nove verdades e uma mentira.

quase tudo se tornou close e consequentemente tornou-se também colapso.

o mundo tem sido moinho desde quando eu nasci dessa vez.

escrever salva.

as pessoas e seu interesse*

dinheiro. relaçoes capitalizadas*

eu quero me curar pelas folhas.
atualmente experimento sentir seu cheiro.

e vc?

sábado, 15 de abril de 2017


no teu corpo mar
rio que sou
desaguo

domingo, 9 de abril de 2017

gostaria de dizer que apesar do jeito ficticio, todos os textos partem da vivencia real, do fluxo das relações possiveis. é importante neste momento dizer pra bella, danny e rô que eu as amo e recebo o amor delas.
enquanto amanhecia eu pude lembrar de todo esse amor, celebrar no copo de cerveja, o que resiste e nos torna mais fortes, no mundo em que nada é permanente.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

café fraco, pouco pó sabe?! você me dizendo que esperava do mundo respostas de igualdade, tempos melhores, que era pisciana e tudo isso fazia parte, reclamava de fritura pela manhã, gastava o tempo vendo andré morrer de tedio e amor por uma escultura em processo, passava café na alma e seguia acordada. seguir pro nordeste era um plano desde ano passado, a gente não soube por onde começar... querer arrumar as malas, presa ao chao feito a samambaia que mainha plantou la fora, enraizando nessa cidade, mesmo contra vontade, cigarro de palha pra matutar o que seria a primeira parte desse plano. até hoje a gente queima tabaco, e do canto não sai. o mais longe, a pé ou de carro, lembra esse desejo e tudo volta. o café fraco, pouco pó sabe?!

domingo, 12 de março de 2017

dor não costuma passar, eu pensando nela. dificil mesmo é não pensar, lateja e confunde. a dor é lá, parece aqui, outro lugar. todos lugares de dor. corpografia dolorosa. dolores a persona. chega a morar. inquilino chato, problematico, uó. nem baseado, nem dose, nada passa. faz passar. nem mesmo sono da pra sentir. ocupado no sentido, so dor. doi menos na medida em que escrevo. volta e meia doi mais forte e fica assim. equilibrando minha paciencia. dor no domingo de ressaca, dor de amor doeria menos. passageira que tão cedo não parte, acostumar com ela fará parte, pelo menos duas vezes ao ano. um ano inteiro não aguento, tanta dor, nem sobra tempo. engulo seco, ando ligeiro, corro, pulo. dor não. tudo doi.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Março veio trazendo muito bagulho do tempo recente desse ano. Veio pra confirmar comportamento emancipar adestramento cortar laços e fechar caixas. Março tem bueiro barata naufragando agua fluida arregaçando a cidade, verão interno hibernando, externo molhando. olha, se preocupa com o balanço da canoa que eu vou penerando.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

4h, gemidos funk e hinos pentecostais;
perdida em teus cachos e poemas digitais,
 antecipava o suor, rasgava a carne...

formigas saem, poemas n.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

força bruta. estereotipo de bixa preta pirocao bundao tudo ao, ao extremo do pensamento colonia de meias tigelas e esquinas da perifa. livrai-nos da repetitiva violencia. livrai-nos do esmagador ego. um apocaliptico ato do causar lacrar gongar lalala e uma disputa fora de sentido permeando a utopia equilibrada. linguagem desconhecida, tribos invadidas, estado genocida e filhos do sistema em marcha. lentamente brindados blindados num gole de cerveja... ah que seja! privilegio, surtilegio, etc e tal. em cada maloca uma tragedia ocidental, puro acidente, america latina envolvente e envolvida num mito pos colonial. ah va!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

era um boy de cara palida,  cabeludo, no meio da chuva, fim da tarde de verao, todo molhadinho carregando um tambor. chegava na ocupaçao, querendo apertar um tabaco, beber uma cerveja e batucar, me olhou, sentou, tateou, falou falou falou ocupou rodopiou meu peito foi junto com ele conjunto de peles numa praça abençoada pelo orixa do arco-iris

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

janela aberta pra vc passar e me ver, deitada nas flores, nas cores de matisse, cheiro de taba queimando e algo parecido com amor.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

mudo conforme te falo
ahora soy borda, margem
cigana de mim, eu sempre soube pq mainha me batizou plural. tanto fará. agora desconstruo um perfil na web, sou tudo isso, agora nao sou mais. era entidade baixando transante no abstrato febril agora beiro o verde, trago verde, visto o cinema arido do sertao gonçalense, procuro emprego abro tarô exponho costuras corporais busco caronas pra perto do atlantico e outras bordas no horario de verao.

domingo, 1 de janeiro de 2017

permanecemos. em meio ao caos, aos ventos e raios bonitos e assustadores ao mesmo tempo. permanecemos e sentimos que sim, mesmo perdendo pras estatisticas desse sistema uma porcentagem dos nossos, estamos vivas, bradando e sentindo muito amor!
2017 é apenas uma contagem, hoje a luta foi tao grande quanto ontem.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016










fuga


no sul do mundo no interior de algumas casas onde finge imperar o patriarcado velho e branco proletariado macho alfa as vidas sao engolidas no processo de reter o seu tempo em prol do sistema seguido, ha fronteiras entre os comodos e estados de emergencias... nesta epoca por mais complexo o panorama, pequenas revoluçoes abalam estruturas; no tarô: futuro reserva solidao para esta casa e conclusoes da buscaliberdade para as ramificaçoes nao brancas num processo de desconstruir no misto das relaçoes a sujeira colonial.
os estigmas que atravessam o corpo a alma poesias.
fuga é o segundo capitulo, dessa vez escrito por mim.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

noticias de quem viaja pelo mundo e morre de tiro no movimento... foi um ano covarde, incerto e preguiçoso... fui um corpo passando por 2016 vezes atravessado e antes mesmo de acabar resolvo uma lista que encerro ate o ultimo dia de dezembro.

sábado, 3 de dezembro de 2016

concentrada naquela foto de domingo, queria abrir a terra e plantar, sementes de mangaba.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

< (...) Por que sou levada a escrever? Porque a escrita me salva da complacência que me amedronta. Porque não tenho escolha. Porque devo manter vivo o espírito de minha revolta e a mim mesma também. Porque o mundo que crio na escrita compensa o que o mundo real não me dá. No escrever coloco ordem no mundo, coloco nele uma alça para poder segurá-lo. Escrevo porque a vida não aplaca meus apetites e minha fome. Escrevo para registrar o que os outros apagam quando falo, para reescrever as histórias mal escritas sobre mim, sobre você. Para me tornar mais íntima comigo mesma e consigo. Para me descobrir, preservar-me, construir-me, alcançar autonomia. Para desfazer os mitos de que sou uma profetisa louca ou uma pobre alma sofredora. Para me convencer de que tenho valor e que o que tenho para dizer não é um monte de merda. Para mostrar que eu posso e que eu escreverei, sem me importar com as advertências contrárias. Escreverei sobre o não dito, sem me importar com o suspiro de ultraje do censor e da audiência. Finalmente, escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever. (...) | Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo, GLORIA ANZALDÚA 21 de maio de 1980>

eu escrevo para permanecer. - dió, dezemro de16.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

em algum lugar alguem disse que a escrita salva. seria meu caso, um recomeço, todos os dias por tal caminho? mesmo com erros ortograficos, quase nada de lembrança sobre as regras da minha lingua... permaneço aqui... exatamente aqui, nessas palavras que te entrego com medo, dos possiveis julgamentos, no entanto menos pesado... nao me escondo nelas, nao fujo. estao tao vivas quanto eu, meio homem meio passaro... desabafo num enredo contemporaneo os desmantelos que a vida me proporcionou... dos caminhos garantidos por minha mae, a quem muito grato sou e as vezes abraço forte pra nao esquecer tao cedo seu toque, ela soube lutar e o faz como ninguem; aos caminhos que eu desenho todos os dias, acordando cedo ou tarde. minhas noites de garage, caronas estupidas, aulas mortas, poucos amigos... dois bons amores que me rendem sequelas poeticas ate hoje e tantas madrugadas insone, de medo do amanha, pensando ansioso num tal do que pode acontecer, ate sonhar, com imagens que permanecem na memoria e se perdem aos poucos... agora tudo passa lentamente. escrevo pra estar salvo, permanente. escrevo contaminado, descrente. nao sei ate quando fico, me lembre.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

era musica no radio e la fora chuva. chuva no meu corpo para matar minha sede e calor, dançar na alquimia dos banhos naturais, chuveiro de rios, riscos raizes raiam no ceu, ao som dos trovoes bem garota, bem menina, correndo sem medo de cair... se tombar tombei, afinal quem vai vai...

domingo, 13 de novembro de 2016

as vezes sonho com o noel. sonho bom, que fica na memoria depois, não sei pq... sonho.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

bala perdida vela ascesa corpo mestiço neo indigena and bixa estruturado no sistema de outros corpos mestiços primordios catolicos dolorosas cataquezes emprego da palavra trabalho emprego da palavra vida bala perdida semente no vaso semear outro fruto neo plantiu colheita rica palavra boba artista e conceito so a natureza salva o amor desdobramento do outro corpo que nao coloniza que nao aperta que nao sossega mero cacto na sala de estar desconfortavel salario no final do mes no contar dos ex empregos aposentar merda palavra sorte no pais de morte muita roupa pra lavar lama roubo normativos de gravata governam hoje pra amanha calar
mas ao clarear do dia todos os gritos serao ouvidos e apesar do estrago do furto no espaço o tempo é de semear e continuar.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

pois n sera a pochete n sera o dinheiro n sera o diploma n sera a propriedade n sera o governo n sera

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

café fervendo, calor do cão. mamanguape era cidade pequena, desconhecemos recursos, tempo de fartura, faturas. origem dilacerada. faz parte trabalhar a si mesmo, o contexto familiar, minha pele, meu cabelo. escreverao sobre ate sobre pentelhos... a criaçao, da estrutura descabida a qual estamos expostos por nossa cor de pele nosso jeito de ser. há um sistema doente que nos apetece em partes nos faz querer ser algo, alguem. orgulho pra familia... zen... estrutura forte que um viado só não da conta, todas essas bixas juntas talvez... elas fariam um estrago danado... mas elas querem dar close, debater rullpaul, preocupadas com uma cultura enlatada... nunca mais eu vi o sorriso de minha velha... o de verdade. as vezes tenho medo de perguntar quando foi a primeira vez que não se viu refem do sistema machista que desequilibra o sono dela e desaba lagrima... queria ver todo mundo salvo, mas ate eu me debato nesse abismo. e nao pense que escapou pq entrou na universidade e debate um novo rumo pra sua sociedade... você tambem se enlatou... todo mundo foi atacado, ate quem sabe que é privilegiado sente o sol queimando forte e ha uma força se levantando, ela é preta feminina e pagã, ela vai comer essa selva de fora, ela vai hakear o cistema e vai dar outro rumo de reconhecimento ao que sobrar dessa especie. o café ferveu e eu me perdi numas cartas velhas, no meu pensamento que voa, passarinho cagão...

terça-feira, 18 de outubro de 2016

fui sendo flor de pitanga anã no calor dos dias gonçalenses primavera debochada esbagaçava o corpo dessa flor que murchava revigorada apenas ao anoitecer... imersa no breu da noite flor doce aberta cheiro e cor deitada no galho da arvore aquela roça rosa dos fins de tarde nunca tão menine nunca tão vistosa, sendo flor nessa primavera pra colorir no verao que vem amarelo vermelho laranja pitanga madura...

sábado, 15 de outubro de 2016

joga no universo o que tu quer
lembra que tudo o que vai volta
a lua passa por aries
e eu aprendi a curar por ela
desliga essa tela e vá nessa

espero o sol abstraindo em mim uma primavera diluida de cura e paz interior. lua em aries>so amor

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

da janela, deu pra ver na sala dela uma fotografia de artista brasileiro que se apropria da cultura dos acestrais alheios e discursa uma america latina com ar imperialista... eu ri. deu pra ver um vestido pendurado num cabide, que devia ter banhado na goma hoje cedo pois parecia não bailar no vento de oya... tinha um jarro com aveloz, deus me livre o leite. parei de olhar;
onde casa, cadê? ninguem saiu; so uma carta por baixo da porta dizendo volte mais tarde, não tô disposta. quis dar meia volta, voltei a olhar... ventou foi forte, vento do norte fecha a porta e sorte, melhor avisar; deixo o saco deixo na janela, tem batata doce, pimenta e canela, volto outra hora pra nao incomodar. fiz como escrevo e o ceu rosado imenso quis anunciar, era chuva vindo, voltei sorrindo querendo logo chegar...

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

meu santo
minha self
sistematica
meu perfil no app de sexo rapido
meu perfil no jornal local
nas correspondencias
meu refil de café e de agua
minha maconha verde louro
prensada
minhas cascas
minha troca de corpo
meu transe
meu exu
meu time line de life
nas linhas da palma de minha mao
no mapa astral numa cançao de gal
entregue ao dia, ao piruzal, quase nunca pontual meu horario é de verao... meu segundo livro de romance detalha minha depilaçao em forma de coraçao
meu bairro
meu caso
mercado
meu beijo
meu nego
abraço
meu cu
meu deus
esculacho
meu eu
meu tu
espaço
naurose
chapacion
estacion
confusion
on line
on time
one drive
one hora
onde agora
mora
aquela menina cor de jambo
cravo e canela
metida a macumbeira
maconheira muriçoca
pica
mole
brota
flor
no cu dele
de plastico
flores de cu
artificiais
memoria de ego
e putaria cybernetica
ego cyber
puta memoria
oria
olha
chora
emplora
meu erê
minhas bala
meus amores
rudo com s
de meu Santo
minha self
service

terça-feira, 11 de outubro de 2016


pro teu romantismo de beira de estrada, ainda ha tanta vida quanto atigamente, as versoes é que seguem diferentes; não acompanhou a velocidade dos likes, da tua cidade, do teu ideal de meninos... teu coraçao urbanizado vê no semaforo ilusao, travessias guias de tardes mornas. o meu tende a nao ir muito alem da copa de arvore, paira na calmaria dos dias, fiquei daqui vivendo enquanto você me olhava pela janela...
palpitou de 2011 ate ontem, palpita pouco hoje enquanto você lê essas cartas que escrevi amargamente bebada de saudade e puta da vida com a maconha... agora é ponta.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

esse filme
dejavu
um sertao
centro de mim, nao só deste eu, são muitos irmaos de um nordeste preto em que predomina a doença branca, tem muita gente dentro da mata escura numa pedra de xangô, uma queda d'agua de oxum, nas ervas de ossain nas trilhas de oxossi nos ventos de oya e la fora tambem... as camadas do tempo refletem a gente nesse sertao de egos quebrantes e pontos bailantes, nossa aldeia fica alem, a gente conta o caminho pra eles?

domingo, 9 de outubro de 2016

bugada na cama
arrasada
um dia perdido
ressaca

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

contato

nao sei pq voce tem preservado sua intimidade. so me manda novidades problemas carencias esquemas convites que eu aceito e o gemeos do meu mapa astral me faz pensar vinte vezes se vou mesmo e eu desisto... um papo raso sobre o mundo, computadores, arte contemporanea e posiçoes do cama sutra... construimos um dialogo do caralho mesmo que muitas vezes na comodidade futil das relaçoes a dois... agora so falta a nude.

terça-feira, 4 de outubro de 2016



manhã molhada e  preguiçosa, calor do teu peito e  respiraçao... colchão no chão, garrafas de cantina roupas espalhadas... tragava meu paladar no teu pau, fome de putaria e barulho de chuva, num quarto de vila com vizinhos punheteiros, nao podia gemer alto, era sempre muito cedo ou sempre muito tarde... chuvapa do jeito que você gozava e molhava minha cara. manhã de chuva, de quatro arrepiava, lingua quente e ruidos, quem dera barulho de chuva deslocar os gemidos, os sentidos perdidos... foder contigo, meu velho amigo era sempre poesia, mesmo de baixa caregoria, numa praça da bandeira que ainda dormia...

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

você daí

nao fica triste com minhas verdades, elas não cabem num audio de wtsp, nos caracteres in box, muito menos em mim.
o que ta aqui é pra fluir»»»»»»»

de 4

te dou assim,
um beijo grego
do cu ao coque

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

3 e meio

sobre o tempo,

numa aldeia distante, cidades de agua, amores mornos num tempo deus, sonhos oraculos, novelas com sotaque do norte, bebem do imperio, em que um pai dita regras que julga corretas para o resto da familia, que se curva pelo leite derramado, de certa forma resiste. amores arrumados, todo mundo in formado feito formigueiro são ensinadas a seguir conforme as estaçoes contextualizam suas vivencias e aderem ao tempo nao mais como deus e sim como meio para levantar/preparar o formogueiro e de certa forma elas resistem.
ternos negros paredes alvas conceitos europeus sociologia corrompida medicina plastica antropologia pós genocidios, aldeias ferteis e desse tempo de certa forma eles existem... entram em colapso, formam novas aldeias, governam com medo da revolta fora um saber politico, eles querem base cientifica, funçao ao produto, beleza na embalagem, sucesso nos likes uma cerveja paga e fodas inesqueciveis... ah, o tempo é timeline da rede socyal.

<esse texto é uma viagem recente/ timelines e conversas ao telefone>

domingo, 25 de setembro de 2016

2

café incenso pro olfato inebriado com o amargo do tabaco a suavidade do baseado e suvacos no metrô. curo pelo café, pelo cha pelo cigarro numa bruxaria danada que ninguem entende e desabafa cristianismos sufocantes. minha deprê digital, nao quero emponderar ninguem, quero acabar de fumar e gastar a onda performando novos modelos de consumo e troca, abraçando as causas que me digam valores que me digo respeitar e acreditar na micropolitica da vizinhança por mais evangelica que seja. nem sou faladeira que dirá influente, quero acabar esse baseado e ir la tomar mais uma dose da injeçao, depois comprar milho de pipoca, velas e preparar meu despacho... é pedir de mais?
me disseram que era tristeza essas coisas que eu escrevo e se for prefiro transbordar esses babados por aqui, uma vez que de tristeza a vida real nao sera feita, sera sempre mastigada conforme uniformes e formalidades quero so mais um detalhe explicado... a primavera chuvosa me deixou em casa nao fodida, mas inspirada...

obrigado pelas mensagens de forca
obrigado o afago das cartas e audios de wtsp.
tu sabe que eu sumo,
mas eu volto.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

1

meia noite a lua minguante começa seu ciclo final. ostara. como se da um processo de cura guiado por amarras patriarcais/capitais?

tudo por aqui me apetece, menos a falta dos amigos de verdade, tambem tão arregaçados do mundo, seus interesses capitais. eu sei; escrevo tipo jesus crendo piamente que vou salvar alguem... meu processo de cura é solitario. nao tenho grana para ir ver espetaculos na zona sul, nem mesmo pra comprar taba na boca da esquina... minha alma grita e toda poesia no copinho de pinga eu engulo. meu peito nao ta mais apertado, enquanto desabafo sem saber muito do destino textual ao qual me entrego tudo flui, menos a doença.
a cura sera devagar. primeiro penicilina, depois um creme para reparar as manchas... antes disso arrumo um emprego fixo. bancar a cura estetica vai dar nisso... antes disso encontro uma casa, alugo com um amigo, amigas dedicadas a buscar essa independencia. aos poucos as coisas voltam ou começam a ganhar outro rumo. esse post é primeiro desabafo publico do tudo, nao tem setembro amarelo, aqui todas as cores vibram e eu me prometo me deixar em paz.

santa isabel, sg.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

preciso de um tempo para me cuidar. estou doente.
meu corpo conta historias,
ha constelaçoes tons e sons diferentes. enfim.

atôtô!

me dou o tempo da primavera.
uma primavera inteira pela cura.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016


pode haver poesia aonde ha dor?
pode a poesia ser doentia?
poesia patologia
te adia
ha dia poesia
ha dias

sábado, 2 de julho de 2016


café fraco, cabou o pó
mil coisas passam por aqui,
uma bala perdida, bicha atrevida
nossos peitos apertados, alguem ai?


me escrevam, preparo a próxima viagem,
troco hospedagem ou detalhes que levo na bagagem, por prosas ou cochilos...

quinta-feira, 26 de maio de 2016


22.


Dani Vodka, qnd ler isso por favor não me matar, foi tudo por amor.
é a idade do doido, um menino me disse ontem... eu não sei muito sobre o tempo da loucura e nem certeza sobre certas coisas. daí o precisar observar desse tempo no decorrer da vida, nao o perco de vista mesmo bêbada de mim, por exemplo agora enquanto escrevo.
também das pessoas, minhas neuroses de uns tempos pra cá e olha... crescemos. to quase metendo o pé outra vez e com a sensação de que de vez. atualmente muita se dilui e isso de uma forma muito bonita ou não afetam a mim, minhas amigas, meus amores. diluídes com o tempo. mas deixemos de lado.




dou por mim que tudo mudou.
dou por todas que muito ainda mudará. previsões de tempos de luta mas o amor é maior e não haverá cor nem valor. seremos destemporanizados?
seremos nada, sabedores do tempo, diluídes.
ja diziam diversos academices. nossas avós muito antes de toda alienação globalizada ja sacavam; sabedoria do tempo? até la desligaremos das grades finais.
chegay aqui bem pesada. cheia de bagagem no corpo, no raro pronunciar... falo entao por essas imagens fortes que tu anda vendo por aqui, por ai e nao acredite em tudo o que dizem... pois parece que muitos ainda estão preocupados nas batalhas de ego, likes, engajamento de close, certo inclusive, construtores de suas identidades, livres dessa demanda e ainda muito presos a outres, e são esses karmas que a gente libera a cada vida.
(aquele momento do texto em que chapade, você perde o foco na viagem kk) enfim, 22 parece muita coisa e sou grato ao universo, mesmo com toda lama, toda Ipanema, todo sistema...


continuemos fortes, atentos e nao tendo tempo de temer a morte...  

domingo, 8 de maio de 2016







mande noticias quando puder, meus pés ali nao boto mais, nao tombo, nao falo, sou paisagem passando mensagem no teu cais
a saudade que fica, grita, vai. cura o amargo dos dias politicamente afetados, economicamente afetados, a lambida dos cachorros, o afago de mainha, as conversas com Bella... tudo parece passar batido num jogo de vida que a gente monta sem nexo num retrocesso desconhecido.
na mimosa agora é gourmet.
a carne crua de outrora ta bem passada.




passada. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

o sexo






uma punheta na madrugada virtual, meus olhos vermelhos, fumaça no video, taba acesa, fogo brasa ha verão aqui muitas outras gozadas intensas inesperadas no movimento que de la pra cá me leva a querer te encontrar.


o filme




foda pessoal no teu lar na tua bahia no teu quarto das paredes pintadas nossas cuecas enroladas no chão, corpos moídos de tesao, alem de tudo que já conversamos, fica a vontade para uma carona na estrada perigosa desconhecida e fugaz. bêbadas trepantes maconheiras, essas bichas caboclas quentes do sertao daqui e de la, quando se encontram nao sabem, o estrago que fazem

segunda-feira, 18 de abril de 2016

no dia do golpe,
nosso amor começou lá. lá mesmo virou doença, paralisado no tempo.
minha anestesia local, em são gonçalo, era outra coisa, outro vento na minha mente. queria amizade só. era de aquário, qualquer coisa vira paranoia, você quer amor.
amor assim não tem como, o pó não te salvou, o garage não te salvou.
nossas noites foram escritas perdidas que não interessam a ninguém além de nós dois, nosso caso perdido, num quartinho da vila mimosa, numa carreira fina da pior mercadoria da cidade olímpica. não me mande noticias,

over
dose
utópic, 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

taquei eles fora. joguei todo mundo no mato, besuntei na gasolina e ateei fogo.
era horário de verão, cansada da folia, o carnaval passou que a gente nem sentiu e seguiu... belo dia resolvi juntar o tempo, o dinheiro gasto na cerveja de milho, a passagem da missão e os 20 da maconha. decidida a não fazer de novo o que se repete e não apetece. meu telefone tocou três vezes hoje de manha, me senti no direito de não atender, não responder as mensagens, não tocar na tela. organizei meus cadernos, curativos, tudo um pouco que me parecia bagunçado e guardei. esperar não. vou la fora lutar, em silêncio, num manejo de vida pois a desgraça que me cercou não há de interessar a ninguém se nem mesmo a mim interessa...
um gole pra benzer, e a trocha pronta.


JA PRO FoGo!
em praça publica, nos bares antes frequentados, os colares de semente pendurados e de alma lavada, não ha ninguém nem nada, nem mar.
a mochila nas costas e 'tem carona pra la?'
- 'não tem carona, tem carinho' e meti o pé pra onde era possível ser.

domingo, 24 de janeiro de 2016


tentando.
quase parando, quase parado... tinha um plano após as 21h, precisava trabalhar
ta correndo atrás de que? alimentos para apetecer um sentindo incomum. é escrita aqui com saudade da infância, dificil compreensão o que vai acontecer no mesmo dia de hoje ano que vem? o que eu vou sentir as 21h da noite do mesmo dia de hj ano que vem?.
a sensação é de que estamos todos sozinhos, tento entender por que vim.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

de um extremo ao outro ia me fazendo nos espaços, batia cansaço, pausa no cangaço e possíveis retornos. nossos dias dizem acordai... no cotidiano tão possível não era capaz de sentir o cheiro da cidade, fedor ou flor, pois meu onibus parado no inicio da alameda tinha um ar condicionado.
ar
condicionado


2016, possíveis retornos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

do que se sabe num 4'33 por aqui...
canto de pássaros
ruídos do transito a motor
barulho de tiro
um som de vento leve
12h, dezembro de 2015, sta Izabel - a roça de sg

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

alcantara, são gonçalo.
madrugada de quinta, proximidades da praça chico mendes, chapada, com um cara de 32 chapado também, contando estripulias do dia. entre uma frase e outra lembrava que tava muito suado e não queria fuder a menos que eu não me importasse.

preservo mainha do meu destino de vida atual, ela por exemplo nem sabe que essa escrita ocorre. peço sua licença pra despachar a sensação ruim da lembrança de quando pequeno, indo do planalto ao colégio no centro da cidade, em que parávamos no meio do caminho por volta do meio dia, um caboclo de olhar indiferente me dava um real na porta da oficIna. fitava os dois tentando entender e logo saiamos continuando o percurso.




ela mesmo violentada pariu
isso foi mamanguape, por volta dos anos 2000...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

gole de cachaça pra benzer dezembro.
quase 2016.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

batia minha porta, numero 402 do prédio 98. eram nove da manha, acabava de escovar os dentes e abria pra você. lembro como se fosse hoje das conversas e debates sobre o tempo, algumas pessoas do nosso aconchegante ciclo de amigos, as tragédias no oriente e o capital do ocidente, chorávamos as vezes por que ninguém é de ferro e apertávamos um cigarro pra acompanhar com um café quentinho...
 o recorte da vida que doi e dilacera o peito, acalma quando a gente ascende um baseado e fica bem, olhando um pra cara do outro, nos masturbando e fodendo em seguida.



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

trouxeram noticias de mamanguape. protesto potiguara na br 101, parentes que morreram, só restam alguns. para onde vão as raízes quando a arvore começa a falecer?
dos próximos  caminhos, as estradas da roça, o caminho da boca, da tua casa, a saudade das minhas amigas e viagens rápidas para respirar. plantei um cogumelo em são gonçalo, vou morar nele por um tempo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

no cangaço da gente no cangote quente salgado, pela manhã.

domingo, 11 de outubro de 2015



enquanto fumávamos um baseado você se olhava no espelho cortava os pelos da cara, do peito tragava o cigarro e me dizia com o olhar o que queria. ficar chapado te dava um tesão danado
e eu me abria, algum tempo depois invertiamos... fumar e chupar era um passa tempo nas madrugadas em que não tínhamos mais nada alem de nossos corpos e maconha em casa, depois que jogamos tudo fora e só restaram algumas roupas, um pouco de dinheiro, capital sujo... apertávamos outro baseado, o pau duro de novo, me deixou aberta de vez.
dei como quem não dava há anos. dei na escada, na sala de estar, na área de serviço, na bancada do banheiro, na praça em vila isabel, na rua da praça da bandeira, no corredor do prédio, gozei na parede de minha amiga, no portão da síndica, na rua do colégio. sentei no pau do motorista, do encanador, do porteiro, do meu ex do amigo dele do professor no consolo dele na cara dele e ele me chupou como quem não chupava há muito tempo, comeu meu cu com a boca com a língua com o piru com o dedo com amor com violência com tesao com medo com vontade me deixou caída querendo mais subindo nele sentando de novo, mordendo ele comendo ele com a boca com a língua com o pau com o dedo com vontade com tesao. gozei nele, na cara dele, no meu peito, no lençol e no chão, dei pra todos os números da minha agenda, as afetadas, as travestis, as sapatao, meus primos, os namorados deles, os vizinhos casados, meus amigos, minha amiga, dei pro cara da boca pro cara da padaria pro cara do bar pro cara da oficina, no garage, dei durante a musica após a musica durante o fumo após o fumo na casa de nathan dei pra ele e pros amigos dele, dei pro danny depois pro nathan como se nada tivesse acontecido ia dando distribuindo com sono quase dormindo quase amanhecendo e eu gemendo pedindo mais, quase anoitecendo e eu chupando querendo logo dar querendo gozar sentar na cara sentar no piru arder o cu meter no cu chupar o cu gozar no cu e fora dele. fora de mim, foda? sim! queria mais o tempo inteiro, não era vicio era apenas usuaria, dei como quem não dava ha anos mas tinha acabado de dar e eles ate hoje lembram da máquina.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

uma noite dessas era final de inverno quase 23h quando chovia forte e tudo o que eu ouvia era o barulho da chuva  meus pensamentos. apertei um baseado, pensava em como a vida estava ficando pesada e eu nunca soube como poderia continuar. o barulho da chuva se confundia a portas batendo. as janelas estavam abertas. ascendi o incenso e o baseado ao universo desejando proteção,
tava pra viajar e isso nunca me pareceu tão caótico.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

10h, balançando o suco de maracujá como quem balança a L na garrafa plástica que anuncia o 'suco natural' de uma barraca no centro de alcântara. pois bem, num poste próximo ao ponto do 04, a propaganda do amor de volta. uma sugestão de consulta. o número de contato com finais rabiscados escolha entre búzios e cartas. prometia em 24 horas tudo ou nada, tudo no cartaz
eu matutando se queria ou se era vontade de dar e passar
naquele calor me dei conta, o suco já tava quente.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

meu blog de título inglês. eu que nesse momento escrevo um pouco tonta, deliciada com a vida e com o sabor da minha ultima cerveja ainda nos lábios. queria te beijar e você achou bobagem. eu que não acho bobagem e por pouco provoco a mim mesmo um turbilhão de questões venho desabar tais loucuras por aqui. meu blog de título inglês.
sem acento virgula respirar
rápido
assim como o pensamento voador.
assim como o bater da porta.
assim como o trincar de padê.

domingo, 21 de junho de 2015

acordei no inverno dos teus braços fazendo calor no meu peito, aconchego nos cabelos no clarear do dia, moço que fazia luz nos meus olhos, nos nossos corpos. estávamos com frio esse tempo todo. fodemos, sorrimos para os raios de sol e partimos.

foi a ultima vez que vimos o amor.

terça-feira, 9 de junho de 2015

texto removido



segunda-feira, 8 de junho de 2015

um dia l e n t  o desse outono . . .  
era o quinto baseado, a língua dormente. a língua queria outra coisa, o corpo queria outra dormência, mas por hora aquilo me bastava. outro dois, mais um gole. olhando tua cara de maluca me perturbando enquanto eu perdia meu tempo, meu sono, minha sanidade. tudo valia a pena nessa vida. se não você, eu mesma e minhas plantas. egoismo. cinismo. eu dizia que não te amava e você fazia carinho nos meus cabelos. me dava raiva de você seguidodetesão. 
mas nesse dia eu tava tranquila, tava zen. tudo fluiu num dia de outono em que se acorda cedo aqui em casa. a gente percebe o tempo que passa. o tempo que engole a gente parecia lento 
no m a l i c i o s o  m a  s    t      i      g         a       r            .
e tinha vento,
batia um vento na nossa cara, que fumava junto, o baseado que era comido por mim, por você, pelo vento e pelo tempo. 






conversávamos sobre os textos nas paredes. escre\víamos quando a gente se encontrava, que eram três dias por mês, as vezes quatro, falávamos dos vícios de linguagem, a escrita rápida, vadia. acentuávamos|pontuávamos quando queríamos, quando tínhamos esse tempo... ... ... ... ....... .......... dedicar alguns segundos a mais faz parte dessa lentidão. 
lembrei também que escrevíamos sempre. 
uma vez que não, você ficou puta da vida com alguns cactus morrendo; detestava não ter percebido os cactus e eu não sabia o que sentir. chorou mais por minhas plantas do que eu. era loucura.
o melhor é que a gente acaba sempre rindo dessas coisas. mistura a chapação, o tesão e tudo acontece e tudo é māyā... mas não esse dia. esse o tempo ainda não digeriu... ta fresco na memória.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

o corpo pesa de exageros adoece por inteiro e morre aos poucos
mais do que o habitual.

quando a gente acorda assim, chupar uma laranja como quem quer melhorar com vitamina c
não adianta. só a esperança que cresce e depois desaparece quando acaba a laranja e tudo continua.
deitar não é a mesma coisa. a gente sente o corpo derramar, se misturar de suor e lençol na madeira da cama que é larga. cabe toda bagunça do guarda-roupas e mais essa.
a bagunça do corpo.

tinha dias que eu sentia. vinha uma coisa na garganta, uma coisa do nariz, escorre, eu puxo, escorre eu solto. era coriza das fortes, num dia que não era de verão mas parecia tanto que eu me escondia na sombra e olhava de longe escorrendo coriza o sol forte. 
era febre, calor, suor, coriza, sombra e observação.


esperava algo acontecer
melhorar 
ou morrer. 
chupava outra laranja.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

a gente funcionava na madrugada.
por volta das 23, 0h, quando dava pra entrar na tua casa, ver teu sorriso e ouvir tuas conversas sobre a cidade. uma hora dessas a pele salgada ganhava um sabor agridoce que a minha língua alcançava de suor e martini. tua voz calma conduzia a dança e o tempo. no final os teus lábios tinham o gosto de martini que ficava na minha pele boca e no ar. ascendia o baseado e me olhava como quem não quer nada, apenas observar. eu desenhava teu sorriso, nossa dança, tragava o cigarro e voltava a desenhar o que no final moraria na tua parede, já coberta de tantos desenhos em tantas madrugadas
- deixa esse aí, eu encontro um lugar pra ele mais tarde. vem cá - era pra uma nova dança,
outra dose
e o novo dia que vinha
aos poucos...



domingo, 26 de janeiro de 2014

hora de fechar o livro.
não chore pelas tintas que mancharam tua cama, tua vida.
você sabe que foram ações de amor.
no mais,
amor próprio.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

não veste poesia
se investe em putaria
não veste
se estivesse poesia
não vestiria putaria
combinaria
e nua
ia


-