quinta-feira, 24 de novembro de 2016

em algum lugar alguem disse que a escrita salva. seria meu caso, um recomeço, todos os dias por tal caminho? mesmo com erros ortograficos, quase nada de lembrança sobre as regras da minha lingua... permaneço aqui... exatamente aqui, nessas palavras que te entrego com medo, dos possiveis julgamentos, no entanto menos pesado... nao me escondo nelas, nao fujo. estao tao vivas quanto eu, meio homem meio passaro... desabafo num enredo contemporaneo os desmantelos que a vida me proporcionou... dos caminhos garantidos por minha mae, a quem muito grato sou e as vezes abraço forte pra nao esquecer tao cedo seu toque, ela soube lutar e o faz como ninguem; aos caminhos que eu desenho todos os dias, acordando cedo ou tarde. minhas noites de garage, caronas estupidas, aulas mortas, poucos amigos... dois bons amores que me rendem sequelas poeticas ate hoje e tantas madrugadas insone, de medo do amanha, pensando ansioso num tal do que pode acontecer, ate sonhar, com imagens que permanecem na memoria e se perdem aos poucos... agora tudo passa lentamente. escrevo pra estar salvo, permanente. escrevo contaminado, descrente. nao sei ate quando fico, me lembre.