é uma dobra, uma cobra coral,
espinha dorsal desses quinhentos,
pegando fogo, pele ao vento, refletindo o que é ser o que sou hoje. consciente dessas dores e delicias, percorrendo o tempo que dá pra ir e voltar todos os dias, no olho do dragão metrô, invadido de corpos quentes que gritam milhares de palavras e elas não são tupí.
é bem por aí, na foz do rio que protege a cobra, ela amamenta lembrança que dança a cada luar prata deitado no mar. por aqui, em cada página, tem uma impressão digital rubra e não é urukum.
é uma terra valiosa, agora latifundio, cadê geral?
invadidos mais que o metrô, foram todos saqueados,
desmembrados, codificados numa estatistica precária que não da conta de todas as cores daquele cocar.
vejo de longe uma mão branca, cheiro de carne crua,
tenho saudade da mata, não tem mais nada alí.
é mesmo um circuito agrário, facção estado
facão ao punho muito bem amolado,
pra unir ao grito, do sagrado desconhecido
fatalmente urge, a mãe terra nutre
os que seguem vivos
seguem
espinha dorsal desses quinhentos,
pegando fogo, pele ao vento, refletindo o que é ser o que sou hoje. consciente dessas dores e delicias, percorrendo o tempo que dá pra ir e voltar todos os dias, no olho do dragão metrô, invadido de corpos quentes que gritam milhares de palavras e elas não são tupí.
é bem por aí, na foz do rio que protege a cobra, ela amamenta lembrança que dança a cada luar prata deitado no mar. por aqui, em cada página, tem uma impressão digital rubra e não é urukum.
é uma terra valiosa, agora latifundio, cadê geral?
invadidos mais que o metrô, foram todos saqueados,
desmembrados, codificados numa estatistica precária que não da conta de todas as cores daquele cocar.
vejo de longe uma mão branca, cheiro de carne crua,
tenho saudade da mata, não tem mais nada alí.
é mesmo um circuito agrário, facção estado
facão ao punho muito bem amolado,
pra unir ao grito, do sagrado desconhecido
fatalmente urge, a mãe terra nutre
os que seguem vivos
seguem