segunda-feira, 1 de maio de 2017

nessa cena eu corro. nessa que é deja vu do reflexo no teu espelho, transparece na carne crua um suave tom de vermelho, aqueles que sangram memória canibal. nessa hora eu sofro, compreender ancestralidade fictícia, pautar a relação do interesse num contexto das vivências que valem a pena. valem? essa medida eu já pesei. cada dia me surpreendo mais com o tal reflexo do teu espelho e nessa cena eu corro. nojo.
é que eu costumo gostar da noite, mesmo com promessas de um perigo constante, vá! se adiante. a cidade de madrugada passa batida, o que não passa é isso. a cara que cê faz enquanto lê. a cara naquela foto e a que cê faz vendo TV, bombas e ônibus pegando fogo; diz muito sobre você... nessa cena, eu corro.

(Devaneios de uma noite dessas...)