quinta-feira, 6 de abril de 2017

café fraco, pouco pó sabe?! você me dizendo que esperava do mundo respostas de igualdade, tempos melhores, que era pisciana e tudo isso fazia parte, reclamava de fritura pela manhã, gastava o tempo vendo andré morrer de tedio e amor por uma escultura em processo, passava café na alma e seguia acordada. seguir pro nordeste era um plano desde ano passado, a gente não soube por onde começar... querer arrumar as malas, presa ao chao feito a samambaia que mainha plantou la fora, enraizando nessa cidade, mesmo contra vontade, cigarro de palha pra matutar o que seria a primeira parte desse plano. até hoje a gente queima tabaco, e do canto não sai. o mais longe, a pé ou de carro, lembra esse desejo e tudo volta. o café fraco, pouco pó sabe?!