sexta-feira, 14 de outubro de 2016

da janela, deu pra ver na sala dela uma fotografia de artista brasileiro que se apropria da cultura dos acestrais alheios e discursa uma america latina com ar imperialista... eu ri. deu pra ver um vestido pendurado num cabide, que devia ter banhado na goma hoje cedo pois parecia não bailar no vento de oya... tinha um jarro com aveloz, deus me livre o leite. parei de olhar;
onde casa, cadê? ninguem saiu; so uma carta por baixo da porta dizendo volte mais tarde, não tô disposta. quis dar meia volta, voltei a olhar... ventou foi forte, vento do norte fecha a porta e sorte, melhor avisar; deixo o saco deixo na janela, tem batata doce, pimenta e canela, volto outra hora pra nao incomodar. fiz como escrevo e o ceu rosado imenso quis anunciar, era chuva vindo, voltei sorrindo querendo logo chegar...