quarta-feira, 19 de outubro de 2016

café fervendo, calor do cão. mamanguape era cidade pequena, desconhecemos recursos, tempo de fartura, faturas. origem dilacerada. faz parte trabalhar a si mesmo, o contexto familiar, minha pele, meu cabelo. escreverao sobre ate sobre pentelhos... a criaçao, da estrutura descabida a qual estamos expostos por nossa cor de pele nosso jeito de ser. há um sistema doente que nos apetece em partes nos faz querer ser algo, alguem. orgulho pra familia... zen... estrutura forte que um viado só não da conta, todas essas bixas juntas talvez... elas fariam um estrago danado... mas elas querem dar close, debater rullpaul, preocupadas com uma cultura enlatada... nunca mais eu vi o sorriso de minha velha... o de verdade. as vezes tenho medo de perguntar quando foi a primeira vez que não se viu refem do sistema machista que desequilibra o sono dela e desaba lagrima... queria ver todo mundo salvo, mas ate eu me debato nesse abismo. e nao pense que escapou pq entrou na universidade e debate um novo rumo pra sua sociedade... você tambem se enlatou... todo mundo foi atacado, ate quem sabe que é privilegiado sente o sol queimando forte e ha uma força se levantando, ela é preta feminina e pagã, ela vai comer essa selva de fora, ela vai hakear o cistema e vai dar outro rumo de reconhecimento ao que sobrar dessa especie. o café ferveu e eu me perdi numas cartas velhas, no meu pensamento que voa, passarinho cagão...