segunda-feira, 30 de novembro de 2015

batia minha porta, numero 402 do prédio 98. eram nove da manha, acabava de escovar os dentes e abria pra você. lembro como se fosse hoje das conversas e debates sobre o tempo, algumas pessoas do nosso aconchegante ciclo de amigos, as tragédias no oriente e o capital do ocidente, chorávamos as vezes por que ninguém é de ferro e apertávamos um cigarro pra acompanhar com um café quentinho...
 o recorte da vida que doi e dilacera o peito, acalma quando a gente ascende um baseado e fica bem, olhando um pra cara do outro, nos masturbando e fodendo em seguida.