- teu peito no meu. tua lingua e minhas pernas. meu corpo e tua oração silenciosa.
num quarto, na praça da bandeira, numa noite quente dessas que ferem a alma,
uma dose exata de qualquer cachaça, eu recito uma poesia falsa, mentindo
sobre o amor que nos cerca, quando na verdade espero aberta, pelo o que tem
de melhor.
depois de todo suor, da lingua, do peito, dos gemidos e do silencio ás 4,
te deixo deitada no chão, pedindo pra que eu fique mais um pouco;
eu apetecida, vestia a roupa, pegava teu cigarro, teu livro, teu beijo
e partia pra casa. -
lembrança boa. saudade de você o tempo todo.