quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

 - teu peito no meu.  tua lingua e minhas pernas. meu corpo e tua oração silenciosa.
num quarto, na praça da bandeira, numa noite quente dessas que ferem a alma, 
uma dose exata de qualquer cachaça, eu recito uma poesia falsa, mentindo
 sobre o amor que nos cerca, quando na verdade espero aberta, pelo o que tem
de melhor. 
depois de todo suor, da lingua, do peito, dos gemidos e do silencio ás 4,
 te deixo deitada no chão, pedindo pra que eu fique mais um pouco; 
eu apetecida, vestia a roupa, pegava teu cigarro, teu livro, teu beijo 
e partia pra casa. -

lembrança boa. saudade de você o tempo todo.